Novato usou mais regiões do cérebro do que campeão britânico da técnica de hip-hop
Uma pesquisadora de neurociência da University College London usou uma máquina de ressonância magnética para mostrar a diferença de desempenho entre os cérebros de um veterano e de um iniciante de beatbox.
O beatbok é uma técnica usada para fazer a percussão vocal do hip-hop, por meio da voz, da boca e da cavidade nasal.
No mês passado, a neurocientista Carolyn McGettigan convenceu o campeão de beatbox do Reino Unido, Reeps One, a fazer os sons enquanto ela escaneava o cérebro dele com a máquina.
Um segundo voluntário, que não tinha muita experiência com essa arte, fez o mesmo. A informação foi revelada nesta quinta-feira (10) pela revista científica New Scientist.
Enquanto fazia beatbox, Reeps One usou principalmente seu córtex motor primário e o cerebelo enquanto o novato na técnica usou várias outras regiões do cérebro acima delas.
Pode ser que, por não ser especialista na arte, o iniciante tinha que planejar cada articulação de som, enquanto Reeps One, que já aprendeu como fazer cada uma delas, podia fazer o beatbox de forma mais ou menos automática.
Carolyn e seus colegas já tinham identificado antes as regiões do cérebro envolvidas na imitação da voz de alguém. A neurocientista e Reeps One vão falar sobre a experiência na semana que vem, no Instituto de Artes Contemporâneas, em Londres.













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